Quanto custa viajar para a Islândia: o guia para brasileiros
Updated: 5 days ago
A Islândia não é um país barato. Um cafézinho pode custar R$ 35, uma diária de hotel raramente fica abaixo de R$ 600 e o aluguel de um carro por uma semana pode custar mais do que a passagem aérea. Por isso, muita gente se perde na hora de entender quanto custa viajar para a Islândia de verdade.
Para evitar sustos na hora de aterrissar no país, a Untold Arctic preparou um guia completo com os custos reais, por categoria, com a variação que existe dentro de cada um. Afinal, é preciso lembrar que a Islândia também tem cachoeiras, praias e paisagens incríveis que não cobram ingresso. Descubra agora quanto vale realizar esse sonho.

Quanto custa viajar para a Islândia: Como calcular o preço da viagem
Uma viagem de sete dias para a Islândia pode custar R$ 15.000 ou R$ 70.000. A diferença está nas escolhas e no estilo de cada um. Duas pessoas podem gastar valores completamente diferentes fazendo no mesmo país, nos mesmos dias.
A maior variável não é o destino em si, mas escolhas que vão do valor pago na passagem, como você se locomove, onde você dorme e o que você quer fazer. A Islândia tem atrações naturais de classe mundial que não cobram ingresso, supermercado onde você pode montar uma refeição decente por R$ 50 e experiências únicas no mundo que valem cada centavo investido. Tudo vai depender do que você quer viver lá.
Passagem aérea: o maior custo e o mais fácil de controlar
Não existe voo direto do Brasil para Reykjavík. Todo voo faz pelo menos uma escala, geralmente em Lisboa, Londres, Amsterdam, Nova York ou Toronto. As companhias mais comuns nessa rota são Lufthansa, Air Canada, British Airways, Delta e PLAY Airlines (operando via Lisboa, com tarifas competitivas). O tempo de viagem total fica entre 20 e 26 horas dependendo da conexão.
A faixa de preço para ida e volta é de entre R$ 4.500 e R$ 7.000 por pessoa em econômica, dependendo da época e de quanto tempo de antecedência você faz a compra. Fevereiro e novembro são os meses mais baratos para fechar o voo. Junho, em pleno verão islandês, é o mais caro, uma média acima de R$ 7.000. O inverno de aurora boreal, que muita gente imagina ser baixa temporada, não é tão barato quanto parece porque a demanda cresceu muito nos últimos anos.
A estratégia mais eficiente é comprar com quatro a seis meses de antecedência, monitorar alertas no Google Voos e no Kayak, e considerar conexão via Lisboa para aproveitar as tarifas da PLAY Airlines, que costumam ser menores do que as rotas via EUA.
Quando custa uma hospedagem na Islândia
A hospedagem é onde a variação de custo é maior. Em Reykjavík, um hotel de três a quatro estrelas sai entre R$ 850 e R$ 2.500 por noite para um casal. Guesthouses e pousadas no interior ficam em torno de R$ 500 a R$ 900. Hostels com quarto compartilhado cobram entre R$ 200 e R$ 350 por pessoa.
Camping, disponível no verão, fica em torno de R$ 60 a R$ 170 por pessoa. Campervan, que une transporte e hospedagem num único gasto, começa em R$ 500 por dia e pode ser uma das formas mais econômicas de fazer a ilha inteira.
Fora de Reykjavík, a oferta de hospedagem é limitada e os preços costumam ser mais altos do que na capital. Na Costa Sul, especialmente nos trechos próximos à Jökulsárlón, as opções boas esgotam rápido no verão. É aconselhável reservar com meses de antecedência.
Quanto custa alugar um carro na Islândia
Fora de Reykjavík e dos circuitos turísticos principais, a Islândia não tem transporte público que sirva para viagem. Por isso, muitos viajantes optam por alugar um carro para percorrer a ilha.
Um compacto econômico com câmbio manual sai a partir de R$ 250 a R$ 500 por dia. Um 4x4, obrigatório para as estradas de interior (as F-roads) e recomendado para viagens no inverno, custa entre R$ 570 e R$ 1.500 por dia. A gasolina custa aproximadamente o dobro do preço praticado no Brasil. Mas o item que mais surpreende quem não pesquisou direito são os seguros.
O seguro básico contra colisão (CDW) geralmente vem incluído no aluguel. O que não vem são os seguros contra granizo, areia vulcânica, cascalho e gelo, eventos comuns na Islândia, especialmente fora da estação principal. Cada um desses seguros adicionais é cobrado por dia, e no total eles podem dobrar o custo do aluguel. Por isso, leia bem o contrato antes de assinar.
Para quem está pensando em fazer a Costa Sul, o Golden Circle ou a Península de Snæfellsnes, vale fazer a conta na ponta do lápis. Em muitos casos, um tour organizado sai mais barato do que o aluguel somado ao valor do combustível e seguro. Isso sem falar no estresse de dirigir em estrada nevada com GPS em islandês.
Quanto você vai gastar com alimentação na Islândia
A Islândia sempre aparece entre os países mais caros do mundo para comer fora. Um café espresso simples ou americano custa entre R$ 30 e R$ 40. Um almoço num restaurante ou café básico fica entre R$ 120 e R$ 200 por pessoa. Jantar num restaurante de padrão médio em Reykjavík custa de R$ 250 a R$ 450 por pessoa, fora bebida.
A estratégia que os viajantes experientes usam é visitar o supermercado Bónus para café da manhã e almoço, e deixar os restaurantes para o jantar algumas vezes por semana. O Bónus é a rede mais barata da ilha, com unidades nas cidades maiores, e permite montar uma refeição razoável por R$ 50 a R$ 100. Também dá para aproveitar os preços das lanchonetes dos postos de gasolina N1 e Olis, que são surpreendentemente boas, servem sopas quentes, sanduíches e pratos quentes. Elas ficam na estrada e, por isso, são muito úteis para quem está fazendo os circuitos. Muitos guesthouses incluem café da manhã na diária; vale verificar antes de reservar porque faz diferença no orçamento.
Quanto custam os passeios e atrações na Islândia
A boa notícia é que a maior parte das atrações naturais da Islândia não cobra entrada. As cachoeiras Seljalandsfoss e Skógafoss, a praia de areia negra de Reynisfjara em Vík, o campo de gêiseres de Geysir, a lagoa Jökulsárlón e a Diamond Beach são todas acessíveis sem pagar ingresso. O estacionamento em alguns pontos tem tarifa pequena, mas a paisagem em si é livre.
Entre as atrações pagas, a Blue Lagoon tem ingresso dinâmico com preço variável por data e horário; em 2026, o pacote Comfort parte de cerca de US$ 96 por pessoa, o que em reais representa algo entre R$ 550 e R$ 600 dependendo do câmbio do dia. Os ingressos mais baratos esgotam semanas antes na alta temporada e a reserva antecipada é obrigatória. Para quem quer a experiência termal sem o preço da Blue Lagoon, as piscinas públicas municipais de Reykjavík são a alternativa que os islandeses de fato usam: Laugardalslaug e Vesturbæjarlaug têm jacuzzis geotérmicos, sauna e atmosfera local por uma fração do preço. A entrada fica em torno de R$ 35 a R$ 50.
Caminhada no glaciar fica entre R$ 600 e R$ 1300 por pessoa. Caverna de gelo, disponível no inverno, entre R$ 500 e R$ 1700. Tour de aurora boreal em grupo saindo de Reykjavík, entre R$ 300 e R$ 600, mas os privados custam bem mais. Passeio de barco na Jökulsárlón, entre R$ 260 e R$ 600 dependendo do tipo de embarcação.
Quanto fica a viagem no total: três perfis reais
Os valores abaixo são estimativas baseadas em pesquisas de 2026, incluindo passagem aérea do Brasil, para sete dias na Islândia. O câmbio varia e os preços se atualizam; use esses números como ponto de partida para o seu planejamento, não como orçamento fechado.
Perfil econômico: uma pessoa, hostel ou campervan, supermercado como base da alimentação, passeios gratuitos e piscinas públicas em vez de Blue Lagoon: entre R$ 12.000 e R$ 18.000.
Perfil confortável: casal, guesthouses de 3 estrelas, mistura de restaurante e supermercado, dois ou três passeios pagos: entre R$ 25.000 e R$ 40.000 para os dois.
Perfil premium: casal, hotéis de 4 estrelas, refeições em restaurantes na maior parte dos dias, Blue Lagoon, glaciar, caverna de gelo: entre R$ 50.000 e R$ 80.000 para os dois.
Vale o investimento para visitar a Islândia?
Como em qualquer viagem, essa resposta vai depender da sua expectativa.
Se o parâmetro for custo por dia comparado a destinos europeus mais baratos, a Islândia perde fácil. Se o parâmetro for o que você efetivamente vive e carrega depois, aí, sim, vale muito a pena. Não há muitos lugares no mundo onde você pode, em sete dias, caminhar sobre uma geleira, ver icebergs, tomar banho em água geotérmica ao ar livre com neve caindo, ou entrar numa caverna de gelo azul que não vai existir no próximo verão.
O custo é elevado, é verdade, mas o que você está comprando com ele também é.
Para quem quer extrair o máximo desse investimento sem os custos ocultos do aluguel de carro, seguros, estradas que você não conhece e logística de última hora, os tours da Untold foram desenhados para brasileiros que querem a Islândia com guia em português, roteiro inteligente e sem surpresa de orçamento no fim. Se você está pensando na Costa Sul da Islândia, esse é o ponto de partida.



