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Melhor época para ir à Islândia: inverno ou verão?

Aug 27
7 min read

Updated: 4 days ago

Quem pesquisa a melhor época para ir à Islândia está escolhendo entre duas experiências totalmente diferentes dentro do mesmo país. Neste artigo você vai entender as vantagens e desvantagens de viajar em cada estação e entender qual delas combina com cada perfil de viagem. 


Islândia no inverno e Islândia no verão 

A Islândia fica encostada no Círculo Polar Ártico e, ainda assim, o inverno de Reykjavík costuma ser mais ameno que o de Chicago e Toronto. A explicação atende pelo nome de Corrente do Golfo, o rio de água morna que sobe o Atlântico e amansa o clima da ilha. 


Por isso, o inverno islandês assusta menos do que o brasileiro imagina, com temperaturas que em geral oscilam entre -8 °C e 6 °C e uma capital que passa boa parte da estação rondando o zero. Já o verão decepciona quem espera calor. Os termômetros ficam entre 10 °C e 15 °C, e um dia que encosta nos 20 °C é motivo de comemoração nacional. 


O que muda entre uma estação e outra é a luz. Em junho, Reykjavík tem mais de vinte horas de claridade e o sol mal chega a se pôr. Em dezembro, ele nasce por volta das onze da manhã e desaparece antes das quatro da tarde, deixando quatro ou cinco horas de dia útil. Esse aspecto reorganiza a viagem inteira, pois define quantos quilômetros dá para dirigir por dia, quais estradas existem, o que aparece no céu e até quais atrações estão fisicamente abertas. 


Vantagens e desvantagens de viajar pra Islândia no verão 


O verão vai de junho a agosto, mas o tempo começa a melhorar em maio e vai até setembro. O sol da meia-noite, mais intenso em torno do solstício de junho, deixa o país iluminado durante quase 24h, o que permite esticar o roteiro até as onze da noite. 


A Ring Road, a estrada que contorna a ilha inteira, fica aberta e segura de ponta a ponta. As Highlands, o interior desértico e lunar do país, saem da hibernação na sua única janela do ano, em geral do fim de junho a setembro. As trilhas funcionam, as baleias aparecem em peso na costa norte, os papagaios-do-mar ocupam os penhascos entre maio e agosto e as cachoeiras despencam no volume máximo do degelo.


Essa também é a época mais cara para viajar. É alta temporada, a hospedagem é escassa num país de estrutura pequena, os preços batem no teto do ano e os pontos clássicos do Golden Circle e da South Coast recebem multidões. Reservar com meses de antecedência é um passo obrigatório no planejamento se você pretende visitar o país nessa época. 


Quem viaja entre meados de abril e meados de agosto também não vê aurora boreal, porque o céu nunca escurece o suficiente. As cavernas de gelo naturais fecham, mas não espere um clima de praia. O verão islandês ainda pede casaco, gorro na mochila e capa de chuva. 


Vantagens e desvantagens de viajar pra Islândia no inverno 


O inverno chega entre novembro e março. Nessa época, há uma boa janela para observar a aurora boreal, entre de setembro e abril, mas é nos meses mais frios do inverno que as noites longas multiplicam as chances do encontro. 


As cavernas de gelo naturais do Vatnajökull abrem em geral de novembro a março. A neve redesenha as paisagens, as cachoeiras congelam pela metade e viram esculturas, e as diárias de hospedagem caem aos menores níveis do ano, com exceção das semanas de Natal e réveillon. Os pontos turísticos ficam mais vazios. 


Nessa estação, as Highlands fecham por completo, junto com boa parte das estradas secundárias. O dia útil encolhe para quatro ou cinco horas em dezembro e janeiro, o que obriga a escolher bem o que ver nas horas de luz. 


O clima também fica bastante imprevisível. Tempestades fecham estradas de uma hora para a outra e os passeios podem ser cancelados na véspera. Por isso, o roteiro considerar esses imprevistos e sempre contar com um plano B. 


Para quem quer alugar um carro, dirigir com pistas de gelo, vento lateral e nevascas pode ser um desafio. É a maior fonte de estresse da estação. Por isso, muita gente escolhe fazer o inverno islandês em tour guiado, deixando o volante e o monitoramento do tempo na mão de quem tem experiência. Se a sua dúvida é especificamente sobre essa estação, temos um artigo inteiro respondendo se a Islândia no inverno vale a pena


A primavera e o outono na Islândia 

Setembro é um mês de transição no clima da Islândia. Os dias ainda rendem umas doze horas de luz, as estradas continuam abertas, os preços começam a cair com o fim da alta temporada e as noites, que voltam a escurecer de verdade, já permitem ver aurora. É a única época do ano em que dá para dirigir a Ring Road de dia e caçar o céu verde de noite. Maio tem cara de um verão mais econômico e mais vazio, porém sem qualquer chance de aurora. 

 


Qual época combina com você 

Se você é o caçador de aurora, aquele que carrega o céu verde na lista de sonhos desde criança, a resposta é inverno, sem rodeios. As noites de dezembro a março formam a maior janela de escuridão do ano, e o país inteiro se organiza em torno da caça, com tours saindo todas as noites de céu limpo. Setembro e outubro servem de plano B para quem teme o frio profundo, com noites já escuras e temperaturas mais gentis. 


Se você é o motorista de Ring Road, que sonha com a autonomia de um carro alugado e a volta completa na ilha, a resposta é verão. Junho, de preferência, quando os dias já são quase infinitos, as Highlands começam a abrir e os preços ainda não atingiram o pico de julho e agosto. 


Se esta é a sua primeira viagem ao frio ou se você nunca viu neve, a resposta é inverno em tour guiado. Aurora, caverna de gelo e paisagem branca entram no mesmo roteiro, sem exigir que você dirija no gelo ou decifre boletins meteorológicos islandeses. Com guia falando português, nem a língua será um problema. 


Se você é fotógrafo, o inverno rende as imagens que só a Islândia dá, como o gelo azul, a aurora e as cachoeiras congeladas. Já o verão rende mais horas de luz utilizável e acesso a paisagens que o inverno torna impossível. 


Se você viaja em família com crianças, a resposta é verão, por logística mesmo. Dias longos permitem atrasos, as estradas não assustam e os trajetos entre atrações ficam mais curtos. O inverno com crianças pequenas é possível, mas exige mais paciência e flexibilidade dos pais. 


Se o orçamento é o seu fator decisivo, o inverno (fora das festas de fim de ano) tem as diárias mais baixas do ano, e setembro e maio ainda equilibram preço e condições. A ressalva é que os passeios exclusivos de inverno, como a caverna de gelo, adicionam custos relevantes. As contas completas, item por item, estão no nosso guia de quanto custa viajar para a Islândia. 


O veredito da Untold

Depois de colocar as duas estações na balança, assumimos os dois vereditos. Se a sua ida à Islândia é a viagem de uma vida e o que te move é ver o que não existe em nenhum outro lugar do planeta, o inverno entrega a versão mais única do país. Isso, é claro, desde que você aceite as condições da estação, com pouca luz, clima instável e roteiro flexível. 


Se o que te move é liberdade, quilometragem e volume de paisagens por dia, o verão é imbatível, e não há aurora que compense as Highlands fechadas para quem sonha com elas. 


Escolha errada não existe aqui. Com a expectativa no lugar certo, a Islândia não decepciona em mês nenhum. 


Como a Untold te leva para a Islândia, em português 

Se o seu veredito foi o inverno, a Untold opera a estação inteira com guias falando português, da caça à aurora boreal à caverna de gelo do Vatnajökull, passando pelo roteiro de três dias pela South Coast que combina os dois com as cachoeiras, a praia de areia preta e a lagoa glacial de Jökulsárlón. 


Se você prefere o verão, a Untold também roda a estação inteira em passeios saindo de Reykjavík. O Golden Circle ganha atividades exclusivas da época, como o almoço na fazenda Efstidalur, a estufa de tomates de Friðheimar, o pão de centeio assado na terra quente de Laugarvatn Fontana e um mergulho na Laugarás Lagoon. 


Perguntas frequentes 

Qual é a melhor época para ver a aurora boreal na Islândia? 

A janela vai de setembro a abril, quando as noites escurecem de verdade. O inverno, de novembro a março, concentra as noites mais longas e as maiores chances. Fevereiro e março costumam combinar escuridão suficiente com mais estabilidade de céu limpo, o que os torna favoritos entre os caçadores de aurora. 


Dá para ver a aurora boreal no verão? 

Não. Entre meados de abril e meados de agosto, o céu islandês não escurece o suficiente para revelar a aurora, mesmo que ela esteja acontecendo. Quem viaja nessa janela precisa aceitar a troca, abre mão do céu verde em nome do sol da meia-noite e das estradas abertas. 


Qual é a época mais barata para ir à Islândia? 

O inverno fora das festas de fim de ano, em especial de meados de janeiro a março, tem as diárias de hospedagem mais baixas e menos disputa por reservas. Setembro e

maio também escapam dos preços de pico. Julho e agosto são os meses mais caros do ano em praticamente tudo. 


Faz muito frio na Islândia no inverno? 

Menos do que a latitude sugere. Graças à Corrente do Golfo, Reykjavík passa o inverno perto de 0 °C, e as mínimas no litoral raramente despencam como no Canadá ou no interior da Escandinávia. O desafio do inverno islandês está mais no vento, nas tempestades e nas poucas horas de luz. 


Vale a pena ir à Islândia em setembro? 

Para quem quer um pouco das duas Islândias, é o melhor mês do calendário. Os dias ainda são longos, as estradas seguem abertas, os preços começam a cair e as noites já escurecem o bastante para ver aurora. Quem tem uma prioridade única, como as cavernas de gelo, ainda precisa do inverno pleno. 


Quantas horas de luz tem o inverno islandês? 

No auge do inverno, em dezembro e janeiro, a Islândia tem entre quatro e cinco horas de luz por dia, com o sol nascendo perto das onze da manhã e se pondo antes das quatro da tarde. Em março, os dias já passam de doze horas e seguem crescendo rápido até o solstício de junho.


 
 

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