top of page

Blue Lagoon: vale a pena? Tudo que você precisa saber

Aug 28
9 min read

Updated: 5 days ago

A Blue Lagoon na Islândia é o tipo de lugar que parece ter sido feito para se destacar na sua timeline. A água azul-leitosa contra o campo de lava preta, o vapor subindo fazem dela a imagem mais reproduzida do país e também a mais controversa. 


Tem gente que descreve o banho como o ponto alto da viagem inteira e gente que saiu de lá com a sensação de ter pagado caro por uma piscina lotada. Este guia existe pra te ajudar a descobrir de que lado você vai ficar antes. 


O que é a Blue Lagoon 


Comecemos desfazendo o mal-entendido mais comum. A Blue Lagoon não é uma fonte termal natural. Ela nasceu em 1976 como subproduto da usina geotérmica de Svartsengi, que perfura o solo da península de Reykjanes pra transformar água superaquecida em eletricidade. 


A água que sobrava do processo era descartada no campo de lava ao lado e, em vez de infiltrar no chão como os engenheiros esperavam, a sílica foi selando o fundo até formar uma lagoa. Nos anos 1980, moradores da região começaram a se banhar ali por conta própria, e um deles, que sofria de psoríase, percebeu que a pele melhorava a cada mergulho. A fama se espalhou, os estudos vieram depois e, em 1992, a lagoa abriu oficialmente como spa. Vinte anos mais tarde, a National Geographic a colocaria na lista das 25 maravilhas do mundo. 


A água é uma mistura de cerca de 65% de água do mar com 35% de água doce, puxada de dois mil metros de profundidade, onde chega a 240°C. Quando alcança a lagoa, já esfriou pros confortáveis 37 a 40°C que se mantêm o ano inteiro, faça sol ou neve. E o azul, curiosamente, não está na água. É a sílica em suspensão refletindo a luz. Se você encher um copo, o líquido é branco. 


Como funciona a visita 

A Blue Lagoon opera exclusivamente com reserva antecipada e horário marcado. Comprar na porta não é uma opção que existe. Você escolhe data e janela de entrada no site oficial, e na alta temporada, de junho a agosto e nas festas de fim de ano, os horários mais disputados esgotam com três ou quatro semanas de antecedência. 


Uma vez lá dentro, não há limite de permanência. A maioria das pessoas fica entre duas e três horas, tempo suficiente pra circular pela lagoa, fazer a máscara de sílica, passar pela sauna e pelo banho de vapor e pedir algo no bar dentro da água. 


Na chegada, você recebe uma pulseira eletrônica que abre o armário e paga as bebidas. Antes de entrar na lagoa, a ducha é obrigatória, tradição levada muito a sério em todas as piscinas da Islândia. E a dica que ninguém deveria ignorar é a do cabelo. Passe bastante condicionador nos fios e deixe sem enxaguar, porque a mesma sílica que faz bem pra pele é um pesadelo capilar. Quem mergulha a cabeça sem proteção passa dias com o cabelo duro feito palha. 


A localização explica boa parte do sucesso. A lagoa fica a uns vinte minutos de carro do aeroporto de Keflavík e a cinquenta de Reykjavík, o que a transformou no primeiro ou no último capítulo da viagem de muita gente, direto do desembarque ou a caminho do embarque. Há guarda-volumes pra deixar as malas. 



Quanto custa a Blue Lagoon 

A Blue Lagoon trabalha com preço dinâmico, no mesmo esquema de companhia aérea. O mesmo ingresso custa mais num sábado à tarde de julho do que numa terça de manhã em novembro. Os valores oficiais de 2026 partem de 11.990 coroas islandesas no pacote Comfort, o que dá cerca de R$ 490 na cotação atual. O Premium começa em 14.990 coroas, por volta de R$ 615, e o Signature em 18.490, algo em torno de R$ 760. Tudo por adulto e sempre sujeito a subir conforme a demanda 


O Comfort cobre o essencial, ou seja, entrada, toalha, uma máscara de sílica, armário e uma bebida no bar da lagoa. O Premium acrescenta roupão, duas máscaras extras, bebida à escolha incluindo as alcoólicas e um produto de skincare pra levar pra casa. O Signature soma ainda mais máscaras e um kit maior de cosméticos, e faz sentido sobretudo pra quem já pretendia comprar os produtos da marca na loja. Pra maioria dos visitantes de primeira viagem, o Comfort resolve muito bem.


Existe ainda o Retreat Spa, que é outro produto e outro planeta. Lagoa privativa, ritual guiado, espaços escavados na rocha, tudo a partir de cerca de 90 mil coroas por pessoa. É a versão pra quem quer silêncio absoluto e não está olhando a fatura.


Roupa de banho não está inclusa em nenhum pacote, e o aluguel custa 1.000 coroas, enquanto o roupão avulso sai por ISK 1.900 pra quem ficou no Comfort. Crianças de 2 a 11 anos pagam ISK 2.000, menores de 15 precisam estar acompanhados de um adulto e bebês com menos de 2 anos não podem entrar na água. 


O que esperar da experiência na Blue Lagoon 

A experiência em si é realmente algo único. A água quente contra o ar gelado, o contraste do azul com a lava preta, junto ao vapor que embaça tudo, criam uma atmosfera de outro planeta. O bar dentro da água funciona que é uma beleza, e a cerveja gelada com o corpo submerso a 38 graus é um pequeno ritual islandês, limitado a três doses alcoólicas por visita. A máscara de sílica deixa a pele macia de um jeito que dá vontade de contrabandear um balde pra casa. 


Mas o marketing não te conta algumas coisas. A lagoa recebe milhares de pessoas por dia e, nos horários de pico, encontrar um canto tranquilo exige paciência. O lugar tem um leve cheiro de enxofre, e o fundo tem a textura irregular da sílica acumulada, o que incomoda algumas pessoas. E há sempre alguém fazendo ensaio fotográfico com celular em capinha à prova d'água a dois metros de você. 


Se a expectativa é um spa silencioso e contemplativo, ajuste o filtro antes de ir. A Blue Lagoon é bonita, confortável e única, mas é também uma das atrações mais movimentadas de um país que recebe milhões de turistas por ano. 


Vale a pena visitar a Blue Lagoon da Islândia? 

Depende do seu roteiro, do seu orçamento e do que você espera de um banho termal. Vale a pena se é sua primeira vez na Islândia e você quer viver a cena que provavelmente te trouxe até aqui, se o seu tempo no país é curto e a proximidade do aeroporto resolve a logística, ou se você dá valor a estrutura de spa de verdade, com vestiário impecável, restaurante bom e uma água que não existe igual em nenhum outro lugar do mundo.


Vale menos a pena se o seu foco é natureza intocada e experiência longe das multidões. A Islândia tem dezenas de fontes termais mais baratas, mais vazias e mais selvagens, das piscinas municipais que custam uma fração do preço às poças fumegantes no meio do nada. 


Se a ideia de dividir a água com centenas de estranhos te incomoda mais do que a cor azul te encanta, seu dinheiro rende mais em outro canto. E se o orçamento está apertado, respire aliviado, porque ninguém volta da Islândia traumatizado por ter pulado a Blue Lagoon. O país inteiro é a atração. 


Sky Lagoon: a alternativa a 15 minutos de Reykjavík 

A concorrente mais falada da Blue Lagoon fica do outro lado, a uns quinze minutos do centro de Reykjavík, no bairro de Kársnes, em Kópavogur. A Sky Lagoon abriu em 2021 com uma proposta diferente. Uma lagoa de borda infinita de frente pro Atlântico Norte, arquitetura inspirada nas antigas casas de turfa islandesas e um ritual de sete etapas chamado Skjól, que alterna a lagoa quente, um mergulho gelado, sauna com janela panorâmica pro mar, névoa fria, esfoliação corporal, banho de vapor e ducha final. 


Os preços de 2026 partem de cerca de 13.990 coroas no passe Saman, com vestiário coletivo, e 16.990 no Sér, com vestiário privativo. A água não tem o azul leitoso nem a sílica da rival, é água geotérmica comum, e não há máscaras inclusas. Em compensação, o clima é mais silencioso, o pôr do sol sobre o oceano é um espetáculo à parte e a logística pra quem está hospedado na capital é muito mais fácil. 


Um detalhe muda a decisão de quem viaja em família. A Sky Lagoon só aceita visitantes a partir de 12 anos, enquanto a Blue Lagoon recebe crianças desde os 2. 


Quer a foto icônica e a água que só existe lá, mesmo dividindo o espaço com meio mundo, fique com a Blue Lagoon. Quer relaxar de verdade a dez minutos do seu hotel, fique com a Sky Lagoon. Tem tempo e orçamento pra fazer as duas, faça e tire a própria conclusão. 


A Blue Lagoon e os vulcões da Islândia


A Blue Lagoon fica na península de Reykjanes, uma região que dormiu por quase 800 anos e acordou em março de 2021, quando o vulcão Fagradalsfjall entrou em erupção. Desde então, já foram doze erupções na península, nove delas na fileira de crateras de Sundhnúkur, que fica justamente entre a cidadezinha de Grindavík e a lagoa. 


Grindavík foi evacuada em novembro de 2023 e permanece praticamente vazia desde então. A própria lagoa já fechou temporariamente várias vezes e chegou a ser evacuada às pressas, a última delas em julho de 2025, quando banhistas saíram da água de toalha na mão enquanto uma fissura se abria a poucos quilômetros dali. 


Parece assustador, mas a realidade é bem menos dramática. As erupções de Reykjanes são fissurais, com lava escorrendo devagar por rachaduras no solo, sem as nuvens de cinza que pararam a aviação europeia em 2010. Nenhuma delas afetou voos, Reykjavík ou o resto do país. 


A Blue Lagoon ergueu barreiras de contenção de lava ao redor do complexo, monitora a atividade sísmica diariamente e tem protocolos de evacuação que já foram testados na vida real, com todo mundo saindo em segurança. No momento em que este texto foi escrito, a lagoa e Grindavík estavam abertas, mas os cientistas islandeses consideram provável uma nova erupção na região, sem conseguir cravar se ela vem em alguns dias, meses ou anos. 


Para garantir uma visita tranquila, confira o status no site oficial da lagoa e no safetravel.is alguns dias antes da visita, e tenha um plano B engatilhado, que pode muito bem ser a Sky Lagoon. O risco pro turista não é a nem lava em si, mas a frustração de chegar com ingresso comprado e encontrar o portão fechado. 


Blue Lagoon como parte de um dia inteiro em Reykjanes 

O erro mais comum de quem visita a Blue Lagoon é tratá-la como parada isolada. Entrar, mergulhar, sair e voltar pra Reykjavík. A lagoa fica no meio de uma península que é o Geoparque Mundial da UNESCO, um pedaço de terra onde as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia se afastam à vista de todo mundo. 


Num raio de meia hora de carro estão o túnel de lava de Raufarhólshellir, o lago Kleifarvatn, a área geotérmica de Seltún com suas poças borbulhantes de barro colorido, a piscina de lava de Brimketill esculpida pelo mar, as fontes fumegantes de Gunnuhver, o farol de Reykjanes e a ponte simbólica entre os dois continentes, onde dá pra atravessar a pé de uma placa tectônica à outra. 


Visto assim, o banho na lagoa deixa de ser uma atração cara e vira o fechamento perfeito de um dia inteiro explorando a região vulcânica mais ativa da Islândia. Você termina a tarde flutuando na água sabendo exatamente de onde vem aquele calor todo, porque passou o dia vendo a terra ferver. 


Reykjanes com guia em português 

É exatamente esse o desenho do tour pela Península de Reykjanes da Untold. Um dia inteiro, de nove a onze horas no verão e um pouco mais no inverno, passando pelo túnel de lava de Raufarhólshellir, pela igrejinha de Strandarkirkja, pelo lago Kleifarvatn, por Seltún, com almoço em Grindavík, e seguindo por Brimketill, Gunnuhver, o farol de Reykjanes e a ponte entre continentes, com a Blue Lagoon fechando o roteiro no fim do dia. Tudo com guia brasileiro explicando, em português, de onde vem a energia que aquece a lagoa e por que essa península vive tremendo. 


Perguntas frequentes sobre a Blue Lagoon 

Quanto custa a entrada da Blue Lagoon? 

Os ingressos de 2026 partem de 11.990 coroas islandesas no pacote Comfort, 14.990 no Premium e 18.490 no Signature, por adulto. Os preços são dinâmicos e sobem conforme a demanda, então o mesmo horário pode custar bem mais na alta temporada. 


Precisa reservar a Blue Lagoon com antecedência? 

Sim, e não é recomendação, é regra. A lagoa só funciona com reserva online e horário marcado, sem venda na porta. Na alta temporada, os melhores horários esgotam com três a quatro semanas de antecedência. 


A Blue Lagoon é natural? 

Não. A lagoa se formou a partir da água descartada pela usina geotérmica de Svartsengi nos anos 1970 e virou spa oficialmente em 1992. A água mineral rica em

sílica, essa sim, vem de dois mil metros de profundidade e a cor dela é real, assim como seus efeitos na pele. 


É seguro visitar a Blue Lagoon com os vulcões em atividade? 

Sim, com uma ressalva de planejamento. As erupções da península de Reykjanes são de baixo risco pra visitantes, a lagoa é protegida por barreiras de lava e monitorada diariamente, e as evacuações preventivas sempre funcionaram. O ponto de atenção é a possibilidade de fechamento temporário de uma hora pra outra, então confira o status oficial dias antes da visita. 


Blue Lagoon ou Sky Lagoon? 

A Blue Lagoon ganha na água única, na fama e na proximidade do aeroporto. A Sky Lagoon ganha na tranquilidade, na vista pro oceano e na distância de apenas quinze minutos do centro de Reykjavík. Com crianças menores de 12 anos, só a Blue Lagoon aceita. 


Pode levar crianças na Blue Lagoon? 

Pode, a partir de 2 anos de idade. Menores de 15 precisam estar acompanhados de um adulto, e bebês com menos de 2 anos não entram na água. Na Sky Lagoon, a idade mínima é 12 anos.


 
 

A company of the group

AF-ALMA1_10x.png

Proudly partnered with

Visit Norway.png
Visit Finland.png

+354 686 6121
info@untoldarctic.com

Lindargata,101 Reykjavík, Iceland

​*Atendimento somente com agendamento.

🇮🇸 Reykjavík, Islândia

Global Headquarters

🇳🇴 Tromsø, Noruega

Operational Base

🇫🇮 Rovaniemi, Finlândia

Operational Base

 

© 2026 - Untold Arctic - Todos os direitos reservados

bottom of page